no dia que matei meu pai fazia sol
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no dia que matei meu pai fazia sol
Em No dia que matei meu pai fazia sol, a poeta Vitória Maria Matos constrói um comovente e corajoso acerto de contas não com o pai, mas com a menina-mulher que ousou resistir e viver em meio à brutal experiência que assola milhares de brasileiras: o abandono paterno. Disposta a chamar de pai àquele que nunca a tratou como filha, Vitória desvela, por meio da delicadeza e da fúria de seus versos, a existência de pais cruéis, violentos e ausentes, rasurando a ficção idealizada em torno da figura paterna. Explorando a contradição de matar um pai que já havia morrido antes mesmo de sua mãe parir, a poeta reivindica o legado de amor de “mainha” a partir do lugar de filha amada e cuidada, inventando uma gramática em que o pai pode ser o que é: uma negação. Um pai que não é, um pai que não foi, um pai que nunca será. E, dentro dessa negação, matar o pai e renascer para a vida se tornam sinônimos.
Fernanda Sousa
Doutora em Letras (USP), crítica literária e professora.
ficha técnica
no dia que matei meu pai fazia sol
texto de vitória maria matos
dimensão 140 x 195 mm
44 páginas
ISBN 978-65-01-16498-4
revisão de thá verçosa
projeto gráfico de igor queiroz
produção gráfica de nadine nascimento
produzido na bahia, por a preciosa fúria e marulho, barulho de mar / 2024 - 2025.
impressão offset e serigrafia
costurado à mão